terça-feira, março 15, 2011

Selinho.

Recebi esse selinho lindo da linda Helen do blog Menina Segredos (http://meninasegredos.blogspot.com/).
Obrigada, de coração.


REGRAS:
1. Me conte um segredo: 
Adoro tomar banho e take a nap com o rádio ligado.

2. O que é valioso pra você:
Deus, minha família, amigos,meu diário, a biblioteca da escola.

3. Escreva uma frase:
"Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela" Charles Chaplin

4. Dedique àqueles que sempre comentam nos posts:
Ah, eu vou dedicar à todos que dançam por aqui. Ou não. Aos meus seguidores. Todos eles, aos que comentam ou não. Sintam-se a vontade para tomarem posse.

BEIJO,BEIJO!

segunda-feira, março 07, 2011

Devaneio 1001





O cabelo escorria-lhe pelas costas, os fios castanhos quase encaracolados ofuscavam a luz amarela, que fraquinha iluminava o chão o quarto. O corpo permanecia imóvel, os olhos pregados. Sentia o sangue correndo-lhe nas veias.Então, o riso veio pintar-lhe a face. Pôs-se a conter a lágrima, mas ela sempre soube que esse era um trabalho involuntário do corpo.Os dedos contornavam os lábios superiores, enquanto os dentes superiores, marcavam os inferiores. Essa troca de inferiores, a fez lembrar da mistura de vozes, e os olhares sentidos. De súbito, queria levantar-se dali, e correr contra o tempo. Quem sabe ainda não poderia reviver tudo outra vez? Lá fora a chuva caía dolorosamente. Era quase possível sentir as gotículas tocar-lhe a pele. Mas, ela não sentia mais nada, além do gosto que ficara em todo o corpo. Porque tudo parecia ter sido ensaiado.Ou será improvisado? Ela havia esquecido as falas, mas também pudera, com um belo par de olhos debruçados sobre os seus. E então ambos se fecharam.Quanto tempo ficaram, assim? Gostaria de poder ter cronometrado, ou poderia ter pausado? Não, quis deixar correr. Não sabe de onde, e nem porque, sentiu batidas frenéticas de asinhas, coloridas, e rapidamente, dentro do próprio estômago. Seriam as tais borboletas? E então, desencadeou uma pulsação desconhecida dentro do corpo. O coração parecia estar correndo em direção a boca. E agora? Sairia correndo, é claro.Ah, tola! As pernas ameaçaram sair do lugar, o máximo que fizeram foram mudar de posição. E quando se deu conta, estava mais do que próxima.E as mãos por onde andavam? Surpreendeu-se ao vê-las dançando descompassadamente pelos outros cinco dedos gélidos que as envolviam, em uma canção desconhecida. Mas boa, muito boa por sinal. Arriscou abrir os olhos,tarde demais. Os lábios colavam-se, uns contra os outros. Parecia eterno, seria? O mundo girou maravilhosamente, mais do que devagar. Não havia parado? Será possível? Ah, então deveria ter pausado aí. Neste exato momento.Esqueceu-se. Não sabia o que havia lhe passado. Quanto tempo permaneceu. Com os olhos ainda fixados nos mesmos lábios, que murmuram um "boa-noite". Boa? Noite? Ah, é claro. Estava durante a noite. Bateu a porta com delicadeza. O som do carro, completou a noite. Os passos para o quarto, o chão parecia estar enfeitado de nuvens. E as estrelas salpicavam o céu, um belo céu azul. Azul ou preto? Talvez azul-marinho. A mesma cor dos sapatos.Mas a noite era ótima, não boa. Afinal, não se precisaria desejar-lhe "boa-noite" durante muitos dias.
Ela revivia o momento, novamente. Enésima vez? Parecia que ainda estava na primeira. Perdeu a conta. O corpo estava na mesma posição. Fechou os olhos, mas nem percebera.Os pensamentos a embriagavam, não mais do que o perfume que a acompanhou por quase uma noite toda. Com os sapatos enfeitando-lhe os pés, deixou-se vencer pelo sono.Sonhos? Mas não estaria ela sonhando esse tempo todo?      

sábado, março 05, 2011

Tudo bem?




“Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir ,que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem”
 Caio Fernando Abreu in Pedras de Calcutá .

quinta-feira, março 03, 2011

Roubei selinhos!

Eu roubei alguns selinhos da minha querida, Helen (http://meninasegredos.blogspot.com). Mas, só porque ela deixou. E então, apresento-vos, minhas fofuras:

   





Obrigada, Helen! E meus queridos seguidores, podem roubar também.
Beeijos, e queijos!

quarta-feira, março 02, 2011

Ternura


"Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias 
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora."

Vinicius de Moraes

sábado, fevereiro 26, 2011

Misturas de lembranças, ao som de Maroon 5.


Hoje qualquer combinação de palavras revelaria meu estado de espírito. Qualquer um veria que meus pés estão à quilômetros do chão. Veria a dança dos meus olhos.Sentiria os minúsculos corações tingidos de vermelho, púrpura rodopiando, bailando em meio aos meus fios de cabelo.Qualquer um concordaria que hoje não devo misturar palavras, ou coloca-las em ordem. Hoje, devo ouvir só essa música. Colocar as imagens em ordem, fechar os olhos com força. Alimentar-me das lembranças, que infelizmente já são passado.Mesmo que não muito distante. Transformo tudo, tudinho, em presente. Já ouço as vozes, e os sussurros, sinto os mesmos gostos, e a mesma alegria. Sinto o toque, e inalo o vento. Mas, eu sei que na verdade estou fitando o teto do meu quarto, paralisada. E repetindo baixinho: "and she will be loved". Pela milionésima vez. 

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Amontoado de coisas


Sem nenhuma razão aparente, volto a dançar por aqui. Desajeitada. Piso nos meus próprios pés.Rodopio até sentir meus pensamentos embrulhados, todos os fatos de trás para frente. Paro quando a música acaba, aperto play. Embalo novamente,os sonhos parecem distantes e obscuros, como o céu durante a noite. Sinto que talvez as estrelas tenham brilho demais pra mim, e que a lua nunca será nosso palco, e nem dançaremos juntos. Eu já não sei que sensação deve ser esta, qual minha posição sobre os pensamentos.Ah, meu Deus! Seria demais dar-me um pouco de ousadia para organizar as coisas? Porque tudo está tão misturado, e complicado. Adoraria colocar um pouco mais de cor em cada lugar. Adoraria poder acordar em um lugar mais agradável. Sinto muito, por não poder fazer nada. Eu sinto muito por assistir, mesmo que não saiba, eu vejo. Tudo. Os mínimos detalhes, com direito a comentários nada agradáveis sobre a cena. As minhas mãos estão atadas. Por que o mundo que pertence tem tantas divergências? Por que não se pode mudar nada? Eu sei as coisas ainda podem piorar. Resta-me suplicar baixinho, mover os lábios silenciosamente, implorar pela melhor das opções.Porém, apesar das circunstâncias, de todos os meus monólogos mentais, de todas as lutas travadas pela minha razão, e as supostas conclusões negativas provindas das minhas inevitáveis observações silenciosas e imperceptíveis, quero que saiba que nada vai se modificar em mim. Nada. Digo com toda a certeza que eu sou capaz de afirmar, tudo permanecerá intacto. E ainda ouvirei a esperança, vez ou outra sussurrar, que tudo pode mudar, basta que acreditemos. Por mais que minha fé esteja abalada. Por mais que meus princípios forem contestados, e por mais solitário que meu coração estiver. Não me importa nada. Permanecerá intacto. 
Ah, adoraria poder redigir palavras mais eufóricas, esperançosas, motivantes, alegres, coloridas. Eu sinto muito, mas não há como me esconder, afinal minhas palavras são a minha verdadeira imagem no espelho. Onde se reflete não minha imagem, mas minha alma.É o único lugar, onde não finjo sorrisos, e não há paredes de falsidade. Ah, sinto muito. Eu queria poder mudar as coisas, fazer que tudo se ajeitasse da melhor maneira possível. Ah, como queria.