Você pode dirigir com 16, ir para a guerra aos 18, beber aos 21, e se aposentar aos 65. Mas, qual a idade você tem que ter antes que seu amor seja verdadeiro? Já tive aos montes pessoas que não compensam esquentando a cadeira ao lado do cinema, o banco ao lado do carro e o travesseiro extra da cama. E nem por um minuto senti meu peito aquecido. A gente até engana os outros de que é feliz, mas por dentro a solidão só aumenta. Estar com alguém errado é lembrar em dobro a falta que faz alguém certo. Remember Me
terça-feira, abril 26, 2011
terça-feira, abril 19, 2011
A falta que eu sinto...
É que às vezes eu sinto falta. Sinto falta de coisas que eu nunca tive, mas sei que me fariam muito bem. Bem melhor. O fato é simples, eu só sinto falta, mas à inércia permanecerá, até quando o destino enjoar.
segunda-feira, abril 18, 2011
Fajuta fuga.
Já parei pra pensar, e pensei até adormecer.Já analisei os fatos, e todas as circunstâncias, até meu estômago embrulhar, e eu sentir meu cérebro rodar. Já pensei e tentei não pensar. Já imaginei algo melhor, e tive medo de estar errada.Cruzei os dedos sussurrei, com um fio de voz, clamando pelo melhor. Ele sempre chega atrasado, ou será que nunca vem mesmo? Deve ser a tão esperada esperança, que causa a dúvida cruel. Como diria minha querida e idolatrada Clarice Lispector "esperar dói,esquecer dói.Mas não saber se deve esperar ou esquecer, é a pior das dores". Tudo verdade. Eu adoraria poder dizer o contrário, e jurar de pés juntos que ela está completamente errada. Mas, não está. Nenhum pouco.E isso dói sim, dói e a dor acaba se anestesiando. Os fatos já acontecem, e nem me surpreendem mais. Sim, eu já me acostumei com a falta de força, e falta de crença em ambos os nossos seres.E por mais que eu pensasse que não, essa pequena força pode mudar muita coisa. Ao menos em mim, me daria mais coragem, e mais fé. Já cantei para esquecer, até que a letra me lembrar outra vez, e então o pequeno latejar iniciava em alguma parte em mim. Fechava os olhos, e então escorria-se a tristeza. Já tentei ocupar o cérebro, em vão. Já tentei escrever uma ficção que mais uma vez, adoraria que fosse minha dura realidade. Já reli meu passado que eu mesma relatei,com uma pontinha de saudade, mas não o suficiente para querer voltar. Já revi fotos, e os meus registros. Quem diria, não? Ninguém imaginava, nem eu. Que diferença faz? O fato é que não há como retroceder, e eu não quero. Isso ao mesmo tempo que é a melhor das situações, que é o melhor que poderia acontecer comigo em todo o planeta, a melhor e mais bela estrela do universo cosmológico, o melhor que eu poderia imaginar, é o que me martiriza, que lateja, pelo improvável, pelo que me prezam e me profeciam. Então, a escuridão baila pelos meus olhos, e eu penso, penso, até adormecer. E é nesse meio tempo, que os meus sonhos aparecem. Noite passada, tive um sonho bom, ótimo até que a luz do meu quarto acendeu, e eu tive que a contemplar, diretamente, e responder, mesmo que sem humor algum, seu bom dia melancólico. De qualquer forma, como diria Machado de Assis, em todos os casos "preferi dormir, que é um modo interino de morrer".
Seliiinho liindo.
Semana passada, recebi este lindíssimo selinho da Aninhaa do By My Self (http://by-my-sefl.blogspot.com/).

Adorei, de verdade. Obrigada de coração Aninhaa!
Regrinhas:
1- Dizer que foi a aninha do By My Self que fez! Ok!
2- Indicar pra blogs amigos. Indico pra todos os meus lindos seguidores, para todos que aguentam meus desabafos, minhas lágrimas escritas.
3- E responder: "O que te deixa de pernas pro ar?"
RESPOSTA:Cócegas, muitas cócegas.
Beeijos!

Adorei, de verdade. Obrigada de coração Aninhaa!
Regrinhas:
1- Dizer que foi a aninha do By My Self que fez! Ok!
2- Indicar pra blogs amigos. Indico pra todos os meus lindos seguidores, para todos que aguentam meus desabafos, minhas lágrimas escritas.
3- E responder: "O que te deixa de pernas pro ar?"
RESPOSTA:Cócegas, muitas cócegas.
Beeijos!
quarta-feira, abril 13, 2011
"Disse isto; puxou-a para si; ela resistiu um pouco, mas deixou-se ir; uniram-se os rostos, e eu ouvi estalar, muito ao de leve, um beijo, o mais medroso dos beijos."
"-Esqueceu alguma coisa? perguntou Marcela de pé no patamar.
-O lenço.
Ela ia abrir-me caminho para tornar à sala; eu segurei-lhe nas mãos, puxei para mim, e dei-lhe um beijo. Não sei se ela disse alguma coisa, se gritou, se chamou alguém; não sei de nada; sei que desci outra vez as escadas, veloz como um tufão, e incerto como um ébrio".
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas
"Inclinou-se, olhou para o rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade.Ele tinha um gosto poeirento e adocicado [...]. Liesel beijou-o demoradamente, suavemente, e, quando se afastou tocou-lhe a boca com os dedos".
Markus Zusak, A menina que roubava livros
13.04 Dia Internacional do Beijo
quinta-feira, abril 07, 2011
Só mais um desabafo dramático!
Depois de ter me afogado em lágrimas, por motivos sutis para o mundo mais que fazem tamanha revolução em mim, que podem ser taxados de idiotas, ou puro drama, e parecer a coisa mais insignificante do mundo, eu me recuperei. Não totalmente, o suficiente para conseguir abrir os olhos, e ver algo com menos distorções, o suficiente para levantar do chão, e fechar a janela. O suficiente para mudar de posição, e diminuir os soluços. Me recuperei, em termos. Mas o pouco que consegui, me fez acreditar que existem coisas piores do que isso. Sim, existem problemas piores do que o meu, do que o seu. Aprendi que a frase "não pode ficar pior do que está", é o verdadeiro significado da mentira. Sempre há algo pior,acredite. Me recompus. Por mais doído que seja saber que ninguém, te emprestará forças, e somente você terá que buscar em algum lugar, por mais besteiras que passam na mente, por mais sozinha que esteja, me acostumei. Estou aprendendo a me doar palavras amigas, estou aprendendo que minhas lágrimas são importantes, pra mim, estou aprendendo que ninguém virá me doar um ombro amigo, ou uma palavra confortante, a não ser eu mesma. Estou aprendendo que ninguém entenderá, porque só eu que sei o que realmente é passar por isso. Me acostumei. E então, quando não aguento mais, transbordo em lágrimas, quando me sinto estranha, molho meu rosto, e sinto o gosto salgado, quando a fraqueza vem, eu choro. Não me importo por me acharam depressiva, ou dramática, eu choro, e choro sozinha, e me recomponho sem ajuda alheia. Não preciso da piedade e compaixão de ninguém, porque eu já sei que sem nada disso, cedo ou tarde a sensação estranha passa, o fé escorre pela garganta. E pronto, eu estou pronta, até a próxima vez. E pela milésima vez, eu estarei sentada ao pé da cama com o travesseiro absorvendo minha tristeza, ou colada a porta, com a luz apagada, estarei vendo os soluços se sufocarem com o chuveiro, e as lágrimas cairem pelo vapor. Eu estarei sim. E ficarei até quando achar que devo. Só reproduzindo uma frase que me marcou, que levarei como filosofia de vida, que mostrou como devo ser egoísta, e dramática:
"- Deixa chorar."
Obrigada!
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